19 de Março de 2019

O futuro do marketing

da publicidade

Um mix entre as práticas que funcionaram melhor em décadas de experiência e as recentes conquistas da tecnologia constitui a receita básica para o futuro promissor do marketing e da publicidade, defendida em um artigo de origem norte-americana e outro com a visão britânica.


O futuro da publicidade está nas mãos dos ad-blockers

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Laura Desmond, uma executiva americana com ampla e vitoriosa carreira em anunciantes, agências e empresas de tecnologia, escreveu uma verdadeira profissão de fé na publicidade. Foi no fórum da New Co Shift, publicada pelo Medium

No texto, ela relata a renovação de sua crença no futuro da propaganda após uma visita e uma conversa de mais de uma hora com estudantes de publicidade da Universidade do Texas.

Paradoxalmente, ela credita a crença nesse futuro ao fato de que esses jovens são, em boa parte, usuários de ad-blocks. O que não os faz desacreditar na publicidade ou não ver perspectiva para eles nessa profissão, que consideram de grande utilidade para a sociedade de hoje e amanhã.

Laura faz uma lista de três pontos pela qual eles ao mesmo tempo têm uma visão crítica e otimista da área na qual pretendem trabalhar:

1. Assim como os consumidores, eles esperam mais da publicidade por seu tempo e atenção.
2. Respeitam e dão atenção para os anúncios que conseguem "furar" a barreira dos ad-blocks, memes e conteúdo.
3. Esperam que a publicidade seja relevante e os leve a sério.

A autora termina concluindo sua percepção de que "esses jovens estudantes têm visão para construir um modelo superior, que seja autêntico, mais criativo e use melhor a tecnologia e os dados que os especialistas de hoje da Madison Avenue".

 

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A função do marketing é descobrir
de onde e como trazer dinheiro
para as empresas

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Falando no Marketing Week  Live, Keith Weed, que está deixando a liderança da área de marketing da Unilever após quase três décadas na organização, abordou a questão do futuro imediato do marketing nas empresas, diante da perspectiva de tempos difíceis, especialmente no Reino Unido, quando geralmente o chefe de finanças ganha poder diante da redução dos recursos disponíveis.

A solução para ele é ressaltar que enquanto finanças cuida do destino do dinheiro que existe, o marketing descobre de onde e como trazer dinheiro para as empresas e isso é simplesmente fundamental, principalmente em momentos de crise, quando profissionais e organizações que fazem melhor que os demais minimizam os problemas e até os transformam em oportunidades.

Keith observou que "não é uma questão de colocar mais dinheiro no digital e menos no tradicional. Não. Não é um ou outro. O melhor é um mix. Você usa a TV com uma combinação do digital e constrói um plano de engajamento que empregue todas as opções à sua disposição".

Depois de reconhecer que o marketing tem estado muito obcecado e disperso do conjunto pela tecnologia, deu seu conselho final: "é preciso misturar a magia e lógica, mais agora do que nunca. Misturar criatividade e eficácia, arte e ciência, qualquer combinação dessa mistura que você goste".

 

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