15 de maio de 2019

As mudanças não são tão rápidas como se fala

Antecipando seu próximo livro, Jonathan Wichmann escreveu dois artigos no site do World Economic Forum sobre o fato de que as mudanças não são tão rápidas como se imagina e se fala e que as bases do passado permanecem como um sólido fundamento para se fazer as modificações produtivamente adequadas e se construir um futuro melhor.

Os períodos de pausa são tão importantes como os de mudança

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Com base em sua experiência no mundo digital, primeiro como executivo de uma das maiores organizações globais de logística, a Maersk, e depois como co-criador de sua agência,  Jonathan Wichmann está escrevendo um livro sobre o impacto das mudanças provocadas pelas novas tecnologias nos negócios, separando o que é real do wishful thinking, do que acontece no conjunto do mercado ou apenas em pequenas de suas partes.

Para isso, fez longas entrevistas com três professores de alta reputação nesse campo: Chris McKenna, da Universidade de Oxford, Geoffrey G Jones e Nitin Nohria, ambos da Harvard Business School, sendo este último seu reitor.

Wichmann ressalta que apesar de variações em suas análises, os três concordam com alguns pressupostos, como a crença, que inclusive é histórica, de que se vive tempos de mudanças muito rápidas e profundas, mas a realidade é que nem sempre as transformações são tão rápidas e tão abrangentes e que existe um tempo de acomodação dessas mudanças e de sua sedimentação no espectro mais amplo da sociedade, da economia e dos negócios.

Esse tradicional exagero sobre o impacto das mudanças "promove a ideia de que o mundo é imprevisível. O que gera medo, nos impede de tentar prever algo significativo sobre o futuro e nos desencoraja de aprender com o passado".

Wichmann conclui seu artigo destacando que, como de costume, haverá mais organizações vencedoras entre aquelas mais centradas, que evitarão os exageros, concentrarão esforços na evolução de seucore business, aproveitarão melhor os períodos de pausa e farão o jogo do longo prazo.

 

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11 lições sobre o futuro dos negócios baseadas no estudo do passado

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Jonathan Wichmann escreveu um segundo artigo com base nas suas entrevistas com Chris McKenna, da Universidade de Oxford, Geoffrey G Jones e Nitin Nohria, da Harvard Business School.

Neste texto, aponta 11 lições sobre o futuro dos negócios baseadas no estudo do passado. A saber:

  1. No fundo as pessoas são as mesmas de sempre
  2. Aproveite os períodos de pausa
  3. As maiores oportunidades acontecem quando os preços caem
  4. Construa um sistema
  5. Atenda as necessidades locais
  6. Primeiro pense no horizontal, depois no vertical
  7. Tenha foco no longo prazo
  8. Mantenha o equilíbrio entre liderança e gestão
  9. Há três tipos de liderança: dos empreendedores, dos gestores e dos líderes
  10. O ganha-ganha é uma ilusão
  11. Os negócios não são tudo

Esses pontos são explicados e mais detalhados no artigo e estarão expostos em profundidade no livro que o autor está escrevendo.
 


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