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O potencial de negócios e marketing para além da Faria Lima

  • thaianereis2
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Estudo investiga 370 empresas de 11 Estados fora do eixo Rio, São Paulo e Brasília: circuito ‘do interior’ movimenta R$ 1,34 trilhão e conversa com 51% da população brasileira



Quando o assunto é marca, o Brasil é ainda muito regional. E há um potencial pouco explorado por consultorias, agências de publicidade, plataformas e demais parceiros de negócios para além do eixo Rio, Brasília e São Paulo.


Fábrica de massas e biscoitos do grupo cearense M. Dias Branco em Bento Gonvçalves (RS)  Foto: M. Dias Branco/ Divulgação
Fábrica de massas e biscoitos do grupo cearense M. Dias Branco em Bento Gonvçalves (RS)  Foto: M. Dias Branco/ Divulgação

De 370 marcas retratadas no estudo “Brasil Plural”, realizado pelo Cenp – Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário, mais da metade delas (52,2%) é regional. Reunidas, essas empresas movimentam R$ 1,34 trilhão, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o cálculo da consultoria Troiano, que produziu a pesquisa. Elas têm sede em 11 Estados (exceto DF, RJ e SP) e estão em contato com 51% da população brasileira.


Regina Augusto, diretora executiva do Cenp, conta que a ideia do estudo nasceu a partir do contato com centenas de agências certificadas pela instituição Brasil afora. Durante seminários, palestras e outros eventos de relacionamento, aumentava a constatação da relevância econômica desses anunciantes locais. “Mesmo tirando as contas públicas”, diz Augusto, “esse estudo retorça essa importância, que já vinha do último Censo, de 2022, de que há uma tendência de interiorização do capital”.


Segundo Jaime Troiano, sócio da consultoria de branding e estratégia Troiano e responsável pelo estudo, o trabalho destaca a realidade econômica do País fora do centro financeiro da avenida Faria Lima, em menção ao endereço paulistano famoso por concentrar os escritórios de grande parte do PIB nacional. “Temos essa formação e esse olhar metropolitano, estamos perdendo oportunidades e deixando de ajudar outras áreas do País, que são tão importantes e geram negócios promissores”, diz.


O critério adotado no trabalho para separar as marcas nacionais das locais foi no número de Estados de atuação. Marcas locais são aquelas presentes em até seis Estados e as nacionais atuam em sete Estados ou mais.


O trabalho analisa marcas locais relevantes como a Comigo, cooperativa agropecuária com sede em Goiás que fatura cerca de R$ 12,7 bilhões anualmente, segundo o estudo; o Grupo Líder, do varejo de alimentos, do Pará, que tem receita de R$ 4,2 bilhões; a Cooperalfa, de Santa Catarina, que começou como cooperativa de agricultores, avançou para o indústria de carnes e chegou ao varejo de supermercados, com vendas de R$ 8,6 bilhões, por exemplo.


Elas fazem parte das 22 marcas destacadas no relatório, duas para cada Estado: uma de atuação mais local e outra mais nacional. Dentre estas, há empresas como Hapvida (do Ceará e com R$ 27,3 bilhões de faturamento anual estimado), Localiza (MG, R$ 28,9 bilhões) e Boticário (PR, R$ 30,8 bilhões).


Além de agronegócio, os segmentos de atuação mais comuns entre as 370 empresas pesquisadas são “Indústria de alimentos e bebidas”, “Indústria em geral”, “Varejo em geral”, “Varejo alimentício” e “Serviços”.

 
 
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